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Qual a melhor Biometria para cartórios?

junho 6th, 2018 notícia por

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O Diretor de Canais e Negócios e também um dos fundadores da Escriba Informática, Joelson Sell em sua coluna “Ponto de Vista” na edição Nº 184 do Jornal do Notário argumenta sobre o uso da biometria no ambiente e dia-a-dia de cartórios.

Leia a seguir o texto completo:

O uso da biometria para identificação e reconhecimento de pessoas já é amplamente difundida e utilizada em vários setores. Aplicada como uma forma de proteção e reforço contra fraudes e roubos, com alta segurança e legitimidade, o sistema biométrico possui poucas possibilidades de fraudes.

Com o auxílio da biometria a área cartorária pode efetuar operações sem o uso do papel, com garantia de autoria, integridade da informação e legitimidade. Pode-se por exemplo, coletar assinatura de forma remota, criar cadastros, conferir assinaturas, realizar um reconhecimento por verdadeiro, comparar assinaturas biométricas para validar contratos online feitos por bancos, advogados, lojas e seguradoras. Este processo resulta em maior economia, celeridade e segurança na prestação de serviços.

A biometria torna o corpo senha para identificação humana, favorecendo o fornecimento de informações precisas e verdadeiras. Outra vantagem é que a característica fisiológica não pode ser perdida ou esquecida, ao contrário de senhas e chaves de acesso, aumentando consideravelmente a segurança dos dados.

A identificação biométrica mais comum, por impressão digital, oferece uma verificação de segurança de forma prática, precisa e de baixo custo. Os traços formados na ponta dos dedos são únicos para cada pessoa. Os pontos negativos desse sistema é que muitas pessoas apresentam desgastes das digitais com o envelhecimento e com a execução de atividades pesadas e manuais e com possíveis fraudes com o uso de dedos de silicone. Por isso esse tipo de identificação não é aconselhado para validar transações ou documentos de forma remota.

A biometria por assinatura é utilizada para comparar e verificar a assinatura de qualquer cidadão considerando características de escrita como pressão, velocidade, ritmo, aceleração, inclinação e torção. É um método prático, acessível e muito confiável, que não é esquecido pela pessoa. Um dos motivos para continuar em voga é o fato de não oferecer riscos com relação a privacidade do usuário e de ser seguro para validar transações a distância.

Um outro tipo de biometria amplamente precisa é a de reconhecimento pela íris. Assim como a digital, cada ser humano tem uma íris única e imutável. Ela se constitui de forma aleatória e não segue nenhum padrão genético, o que garante sua unicidade. O cadastramento da íris pode ser feito desde o nascimento, em gêmeos e até em pessoas cegas. Apesar de rápida, deve ser feita com o indivíduo totalmente imóvel, o que pode gerar transtornos em lugares de grande fluxo e ainda é um método de o alto custo quanto ao equipamento e implantação.

Cada vez mais popular a biometria por voz analisa os comportamentos da pessoa durante a fala, como velocidade, pronúncia, entonação e cadência. Por isso, a voz também é única, como a íris e a digital e ela pode ser utilizada a distância com o simples uso de um microfone. Esse tipo de biometria autoriza o usuário a acessar e realizar transações remotas como em lojas virtuais, internet banking e call centers, gerando economia de tempo pois o reconhecimento é rápido e leva alguns segundos. Com a possibilidade de alterações na fala, presença de ruídos externos, rouquidão e mudança de voz no decorrer da idade, este método apresenta algumas restrições. Além disso, é uma tecnologia recente e sua implantação é cara, justificada para uso em 100 mil usuários ou mais.

Todas essas alternativas de biometria podem ser adotadas em qualquer tipo de cartório, levando em consideração o objetivo de cada tabelionato e ofício. O uso biométrico é uma forma de garantir a segurança dos clientes e das informações comparadas. A aplicação da legislação e a garantia jurídica destes processos reforçam a confiabilidade do cartório e sua credibilidade. O investimento em tecnologia é sempre visto com bons olhos pelo consumidor, assim como o ganho de tempo em seus atos jurídicos e agilidade na finalização de seus processos.

 

Joelson Sell é diretor de Canais e Negócios, graduado em Gestão Comercial e um dos fundadores da Escriba Informática.

A Edição Nº 184 do Jornal Notorial completa está disponível aqui.